● Transição de Papel: O CEI deixa de ser apenas um executor de políticas públicas na ponta para se consolidar como um centro gerador de metodologias e formador de profissionais. O objetivo é qualificar a execução das políticas públicas, atuando diretamente na mitigação das violências estruturais e na promoção da justiça social.
● Autonomia Financeira a Longo Prazo: A grande meta institucional é que, em um horizonte de 10 anos, pelo menos 50% do faturamento da organização seja proveniente da comercialização de assessorias, serviços e processos formativos geridos pelo próprio CEI.
A estratégia de viabilidade financeira será descentralizada, respeitando a natureza de cada Núcleo:
● Foco contínuo na escrita, aprovação e captação de recursos via leis de fomento, especificamente PROAC ICMS e Lei Rouanet.
● Criação de uma rotina de relacionamento com empresas financiadoras para garantir o patrocínio recorrente desses projetos aprovados.
● Financiamento sustentado pela articulação contínua de Emendas Parlamentares.
● Manutenção de um trabalho estratégico e de apresentação de resultados junto a vereadores e deputados já simpáticos à causa, garantindo que o CEI permaneça no radar legislativo.
● Foco na venda de assessorias e cursos formativos para prefeituras e outras Organizações da Sociedade Civil (OSCs), consolidando um serviço que o CEI já realiza.
● Capital Semente via Emendas Impositivas: Utilização inteligente das emendas impositivas conseguidas junto à Câmara Municipal para financiar a elaboração e o oferecimento gratuito das primeiras turmas de cursos na sede física.
● Monetização Direta (B2C): A médio e longo prazo, transição orgânica desses cursos inicialmente gratuitos (validados pelas emendas) para a venda direta ao público que frequenta a sede.
Para que o CEI possa vender suas metodologias com alto valor agregado, a produção intelectual será estruturada da seguinte forma:
● Resolução do Gargalo Profissional: O maior desafio para expandir a venda de assessorias é a necessidade de profissionais habilitados. Será constituído um programa de formação interna para diversificar e capacitar os atuais colaboradores, transformando-os em facilitadores e consultores metodológicos da instituição.
● Chancela Acadêmica: Busca ativa por parcerias e convênios com universidades e faculdades para certificar os processos formativos do CEI, conferindo peso acadêmico às formações vendidas.
● Editora CEI: Consolidação de um selo editorial próprio para publicar a produção de conhecimento da organização (livros, cartilhas, manuais), viabilizado inicialmente pelas emendas impositivas.
● Cursos Online (Escala Digital): Estruturação e gravação de cursos online para comercialização em plataformas como Sympla e Hotmart, rompendo barreiras geográficas e gerando receita escalável (assíncrona).
A cultura de autogestão, iniciada em 2020 e formalizada no Estatuto de 2024, continuará sendo o pilar estrutural de todas as operações:
● Manutenção das reuniões semanais para todos os círculos e subcírculos (como, por exemplo, os subcírculos regionalizados do Serviço de Proteção Social Especial no Domicílio), respeitando estritamente o rito sociocrático.
● Cumprimento do calendário de renovação de papéis: eleições a cada 03 meses para Facilitadores e Secretários, e eleições a cada 06 meses para Representantes de círculos.
● Realização semestral de formações sobre Autogestão e Sociocracia.
● Público Interno: Participação obrigatória para todos que ocupam papéis dentro dos círculos do CEI.
● Público Externo: Oferta voluntária para demais profissionais e para a rede de parceiros externos, fomentando a cultura sociocrática no território.
● Constituição de um Círculo de Usuários, funcionando como um espaço seguro de fortalecimento de vínculos e educação política.
● O objetivo prático deste Círculo é capacitar os usuários para que elejam um representante e um coordenador para atuarem com voz e voto no Círculo Gestor do CEI.
● O desenho das estratégias cuidadosas para essa inserção dos usuários na governança será pautado e construído coletivamente nas reuniões bimestrais realizadas com todos os funcionários.
Para evitar que os núcleos operem em “silos” isolados, a transversalidade será garantida por ritos específicos:
● Realização de encontros regulares bimestrais entre as equipes do Núcleo de Arte e Cultura, Núcleo de Justiça Restaurativa e Núcleo de Pesquisa e Formação.
● O objetivo desses encontros é a troca de conhecimentos práticos e vivências, culminando na escrita conjunta de novos projetos para execução na comunidade que cruzem a arte, a justiça e a produção de saber.
A presença digital e territorial do CEI deixará de ser apenas institucional para se tornar uma ferramenta ativa de conversão, expansão e venda:
● Reorganização da identidade visual e editorial do canal do YouTube do CEI.
● Sistematização do podcast CEICast, garantindo regularidade de publicação.
● Conteúdos Provocativos: O Núcleo de Pesquisa e Formação ficará responsável por conduzir conteúdos curtos (Shorts, cartilhas, cortes do podcast) com temáticas provocativas sobre políticas públicas. O objetivo é despertar o interesse do público para que busquem o CEI e comprem as formações completas.
● Monetização direta dos espaços digitais (receita gerada pelas próprias visualizações e
engajamento nas plataformas).
● A meta de alcance geográfico é a consolidação da presença do CEI em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC).
● Essa expansão ocorrerá de forma descentralizada: não haverá constituição de novas filiais físicas.
● O crescimento se dará através do oferecimento de processos formativos nos territórios e em cidades vizinhas, estruturados a partir de parcerias locais com as prefeituras e organizações já instaladas nessas regiões.
Aprovado em dezembro de 2024