segunda-feira, 1 de junho de 2026

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Plano Diretor Estratégico CEI (2024 – 2028)


 I. IDENTIDADE, IMPACTO SOCIAL E VISÃO DE FUTURO

Transição de Papel: O CEI deixa de ser apenas um executor de políticas públicas na ponta para se consolidar como um centro gerador de metodologias e formador de profissionais. O objetivo é qualificar a execução das políticas públicas, atuando diretamente na mitigação das violências estruturais e na promoção da justiça social.

Autonomia Financeira a Longo Prazo: A grande meta institucional é que, em um horizonte de 10 anos, pelo menos 50% do faturamento da organização seja proveniente da comercialização de assessorias, serviços e processos formativos geridos pelo próprio CEI.

II. MATRIZ DE SUSTENTABILIDADE E CAPTAÇÃO DE RECURSOS

A estratégia de viabilidade financeira será descentralizada, respeitando a natureza de cada Núcleo:

1. Núcleo de Arte e Cultura

● Foco contínuo na escrita, aprovação e captação de recursos via leis de fomento, especificamente PROAC ICMS e Lei Rouanet.

● Criação de uma rotina de relacionamento com empresas financiadoras para garantir o patrocínio recorrente desses projetos aprovados.

2. Núcleo de Justiça Restaurativa

● Financiamento sustentado pela articulação contínua de Emendas Parlamentares.

● Manutenção de um trabalho estratégico e de apresentação de resultados junto a vereadores e deputados já simpáticos à causa, garantindo que o CEI permaneça no radar legislativo.

3. Núcleo de Pesquisa e Formação

● Foco na venda de assessorias e cursos formativos para prefeituras e outras Organizações da Sociedade Civil (OSCs), consolidando um serviço que o CEI já realiza.

Capital Semente via Emendas Impositivas: Utilização inteligente das emendas impositivas conseguidas junto à Câmara Municipal para financiar a elaboração e o oferecimento gratuito das primeiras turmas de cursos na sede física.

Monetização Direta (B2C): A médio e longo prazo, transição orgânica desses cursos inicialmente gratuitos (validados pelas emendas) para a venda direta ao público que frequenta a sede.

III. GESTÃO DO CONHECIMENTO E ESCALABILIDADE

Para que o CEI possa vender suas metodologias com alto valor agregado, a produção intelectual será estruturada da seguinte forma:

Resolução do Gargalo Profissional: O maior desafio para expandir a venda de assessorias é a necessidade de profissionais habilitados. Será constituído um programa de formação interna para diversificar e capacitar os atuais colaboradores, transformando-os em facilitadores e consultores metodológicos da instituição.

Chancela Acadêmica: Busca ativa por parcerias e convênios com universidades e faculdades para certificar os processos formativos do CEI, conferindo peso acadêmico às formações vendidas.

Editora CEI: Consolidação de um selo editorial próprio para publicar a produção de conhecimento da organização (livros, cartilhas, manuais), viabilizado inicialmente pelas emendas impositivas.

Cursos Online (Escala Digital): Estruturação e gravação de cursos online para comercialização em plataformas como Sympla e Hotmart, rompendo barreiras geográficas e gerando receita escalável (assíncrona).

IV. GOVERNANÇA SOCIOCRÁTICA E PARTICIPAÇÃO

A cultura de autogestão, iniciada em 2020 e formalizada no Estatuto de 2024, continuará sendo o pilar estrutural de todas as operações:

1. Rotina e Ciclos Sociocráticos

● Manutenção das reuniões semanais para todos os círculos e subcírculos (como, por exemplo, os subcírculos regionalizados do Serviço de Proteção Social Especial no Domicílio), respeitando estritamente o rito sociocrático.

● Cumprimento do calendário de renovação de papéis: eleições a cada 03 meses para Facilitadores e Secretários, e eleições a cada 06 meses para Representantes de círculos.

2. Processos Formativos em Autogestão

● Realização semestral de formações sobre Autogestão e Sociocracia.

Público Interno: Participação obrigatória para todos que ocupam papéis dentro dos círculos do CEI.

Público Externo: Oferta voluntária para demais profissionais e para a rede de parceiros externos, fomentando a cultura sociocrática no território.

3. Inclusão e Protagonismo dos Usuários

● Constituição de um Círculo de Usuários, funcionando como um espaço seguro de fortalecimento de vínculos e educação política.

● O objetivo prático deste Círculo é capacitar os usuários para que elejam um representante e um coordenador para atuarem com voz e voto no Círculo Gestor do CEI.

● O desenho das estratégias cuidadosas para essa inserção dos usuários na governança será pautado e construído coletivamente nas reuniões bimestrais realizadas com todos os funcionários.

V. INTEGRAÇÃO INTERDISCIPLINAR DOS NÚCLEOS

Para evitar que os núcleos operem em “silos” isolados, a transversalidade será garantida por ritos específicos:

● Realização de encontros regulares bimestrais entre as equipes do Núcleo de Arte e Cultura, Núcleo de Justiça Restaurativa e Núcleo de Pesquisa e Formação.

● O objetivo desses encontros é a troca de conhecimentos práticos e vivências, culminando na escrita conjunta de novos projetos para execução na comunidade que cruzem a arte, a justiça e a produção de saber.

VI. COMUNICAÇÃO DE ATRAÇÃO (INBOUND) E EXPANSÃO

A presença digital e territorial do CEI deixará de ser apenas institucional para se tornar uma ferramenta ativa de conversão, expansão e venda:

1. Ecossistema Digital e Funil de Vendas

● Reorganização da identidade visual e editorial do canal do YouTube do CEI.

● Sistematização do podcast CEICast, garantindo regularidade de publicação.

Conteúdos Provocativos: O Núcleo de Pesquisa e Formação ficará responsável por conduzir conteúdos curtos (Shorts, cartilhas, cortes do podcast) com temáticas provocativas sobre políticas públicas. O objetivo é despertar o interesse do público para que busquem o CEI e comprem as formações completas.

● Monetização direta dos espaços digitais (receita gerada pelas próprias visualizações e

engajamento nas plataformas).

2. Expansão Territorial na RMC

● A meta de alcance geográfico é a consolidação da presença do CEI em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC).

● Essa expansão ocorrerá de forma descentralizada: não haverá constituição de novas filiais físicas.

● O crescimento se dará através do oferecimento de processos formativos nos territórios e em cidades vizinhas, estruturados a partir de parcerias locais com as prefeituras e organizações já instaladas nessas regiões.

Aprovado em dezembro de 2024